Consolidada como um grande sucesso, a Feira Escolar da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Manhuaçu chega à sua quarta edição, neste ano de 2026. As escolas da rede estadual, atualmente, se encontram em fase de preparação, desenvolvendo os protótipos que serão apresentados na edição deste ano, prevista para maio.

A iniciativa antecede a Feira Regional de Tecnologia, Inovação e Robótica Educacional (Fertece), promovida pela Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Manhuaçu. Criada a partir da implementação do itinerário formativo de Tecnologia e Inovação no ensino médio, a feira chega, em 2026, em sua nova edição, com o tema “Inteligência Artificial e Sustentabilidade”.

Neste primeiro momento, as escolas desenvolvem projetos internamente, com orientação dos professores e participação interdisciplinar dos estudantes. Já na etapa regional, cerca de 49 escolas expositoras apresentarão seus protótipos.

Segundo Vitória Maria Ferreira, superintendente da SRE de Manhuaçu, a feira fomenta o protagonismo juvenil por meio do desenvolvimento de competências científicas e investigativas. “A participação dos estudantes nesta feira é um catalisador para a construção do projeto de vida. Mais do que um evento acadêmico, a experiência consolida competências essenciais de comunicação, argumentação e pensamento crítico, fortalecendo o estudante para interagir de forma ética e consciente na sociedade”, explica.

Trabalho nas escolas

Na Escola Estadual Professor José Venâncio Ferreira, em Manhumirim, um grupo de cinco estudantes do 1º ao 3º ano do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) Propedêutico e Profissional (Técnico em Sistemas) está desenvolvendo um protótipo inovador para prevenção de deslizamentos de solo. 

Coordenando o projeto, a vice-diretora e professora de português Jaqueline Emerick Dias explica sobre a proposta do projeto: “O sensor criado pelo grupo emite sinais de alerta em situações de risco e analisa fatores como a quantidade de chuva e a umidade do solo. Todas as informações poderão ser acompanhadas em tempo real pelo celular”.

Segundo ela, a iniciativa foi pensada com base na realidade local da cidade. “Nossa escola tem o hábito de trabalhar com projetos de pesquisa. Os alunos se mostram interessados e engajados, colocando em prática a investigação científica de forma concreta”, afirma.

O desenvolvimento do protótipo também reforça os benefícios do EMTI, proporcionando aos estudantes oportunidades de aprender e aplicar conhecimentos técnicos e científicos de forma prática, além de incentivar o pensamento crítico e a interdisciplinaridade.

Já na Escola Estadual Doutor Eloy Werner, em Manhuaçu, os estudantes estão desenvolvendo um protótipo que utiliza Inteligência Artificial para monitorar o ambiente rural, com foco na preservação ambiental e na promoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.

“É um projeto pensado na nossa realidade local, com potencial de aplicação prática, especialmente em uma região com forte presença da agricultura. A ferramenta permitirá medir, em tempo real, variáveis como temperatura, umidade e condições do solo, propondo soluções sustentáveis a partir desses dados”, destaca a diretora Milene de Sousa Costa Pereira.

A iniciativa envolve cerca de 13 alunos do 2º ano do Ensino Médio, sendo que cinco serão responsáveis pela apresentação na feira. “Os alunos demonstram grande interesse em participar da feira e, desde o final de 2025, já vinham desenvolvendo ideias para este momento. Feiras como essa são essenciais, pois os estudantes aprendem muito mais sendo protagonistas e colocando em prática o conhecimento adquirido em sala”, complementa Milena.

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