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Os cartões com salas VIP ilimitadas vão acabar! O futuro dos cartões Black e Visa Infinite

Por MRNews

Os cartões com salas VIP ilimitadas vão acabar? Uma reflexão sobre o futuro dos benefícios premium

Hoje existem ao menos 20 cartões emitidos por diversos bancos no Brasil que oferecem Salas Vip ilimitadas, mas isso vai acabar e nós explicamos a você porque a tendência é de redução nesse serviço e quem ainda terá direito desse benefício.

📌 Resumo dos principais pontos

  • O custo de acesso às salas VIP é alto e crescente para os bancos
  • A superlotação está deteriorando a experiência premium
  • Ficou fácil demais conseguir cartões “black” e “infinite”
  • Bancos estão reduzindo benefícios de forma silenciosa
  • Exigências de gastos mínimos estão cada vez mais comuns
  • O futuro aponta para exclusividade: apenas cartões ultra premium manterão acesso ilimitado

💳 O começo do fim das salas VIP ilimitadas?

Durante anos, os cartões de crédito premium foram vendidos como verdadeiras chaves para o luxo — e um dos maiores símbolos desse status sempre foi o acesso ilimitado às salas VIP em aeroportos.

Mas essa realidade está mudando. E rápido.

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Se você olhar com atenção para o mercado atual, vai perceber um padrão claro: benefícios sendo cortados, regras ficando mais rígidas e uma tendência cada vez mais forte de exclusividade.

A pergunta que fica é direta: os cartões com salas VIP ilimitadas estão com os dias contados?


💸 O custo real das salas VIP para os bancos

Vamos começar pelo ponto mais importante: dinheiro.

Cada acesso a uma sala VIP custa, em média, entre US$ 35 e US$ 50 por pessoa. Em reais, isso pode facilmente ultrapassar R$ 250 por visita.

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Agora imagine uma família de 4 pessoas:

  • 4 acessos por viagem
  • 2 viagens por ano
  • Total: 8 acessos

Isso pode gerar um custo de aproximadamente R$ 2.000 por ano apenas em salas VIP.

Agora pense no seguinte: existem cartões com anuidade de R$ 1.000 a R$ 2.200 que oferecem acessos ilimitados.

📉 A conta simplesmente não fecha.

Enquanto cartões de altíssima renda — como os equivalentes ao padrão ultra premium — conseguem sustentar esse custo, os cartões intermediários claramente operam no prejuízo nesse quesito.


🧾 A diferença entre cartões de alta renda e “falsos premium”

Hoje existe uma distorção no mercado.

Cartões com anuidades que variam de:

  • R$ 1.000 a R$ 2.200 (como Sicredi, Sicoob, BRB, Caixa, Santander)
  • versus cartões ultra premium com anuidades que podem chegar a R$ 30.000

Os primeiros tentam oferecer benefícios semelhantes aos segundos — mas não têm estrutura financeira para isso.

Empresas como Visa e Mastercard até fornecem programas como:

Mas o custo final não é da bandeira — é do banco emissor.

Ou seja: quem paga a conta é o banco.

E isso está ficando insustentável.


🧍‍♂️ Salas VIP lotadas: o fim da experiência premium

Outro ponto crítico: a superlotação.

O que antes era um ambiente exclusivo, silencioso e confortável, hoje muitas vezes parece:

  • Praça de alimentação
  • Sala de embarque comum
  • Ambientes com filas para entrar

Isso acontece porque ficou fácil demais acessar esses benefícios.

Cartões que antes exigiam renda altíssima hoje são aprovados com critérios muito mais flexíveis.

Resultado?

📉 Perda total da exclusividade.

E isso é um problema sério — porque o verdadeiro produto das salas VIP não é comida ou bebida.

É experiência premium.


📉 A facilidade de acesso aos cartões premium

Antigamente, ter um cartão Black ou Infinite era algo raro.

Hoje, praticamente qualquer pessoa com renda média consegue acessar versões desses cartões.

Isso aconteceu por dois motivos:

  1. Competição entre bancos
  2. Estratégia agressiva de aquisição de clientes

Mas essa democratização teve um efeito colateral:

👉 Explosão no uso dos benefícios

E, consequentemente:

👉 Explosão nos custos para os bancos


🔄 Mudanças silenciosas: o que já está acontecendo

Se você acompanha o mercado, já percebeu: os bancos não estão anunciando cortes de forma explícita.

Eles estão fazendo isso silenciosamente.

Veja alguns exemplos:

📌 Redução de acessos

Antes:

Hoje:

  • 2 acessos por programa (ex: Dragon Pass + LoungeKey)

📌 Exigência de gastos mínimos

Alguns exemplos claros:

  • Cartões Mastercard Black: exigência de até R$ 15.000 em 3 meses
  • Santander: cerca de R$ 3.000 em 3 meses
  • XP Inc. (Visa): gasto mínimo por fatura
  • BRB: exige gasto mínimo do titular e adicionais

📌 Corte de benefícios em cartões específicos

  • Itaú Unibanco: cancelamento de adicionais sem uso
  • Porto: redução de acessos
  • Caixa Econômica Federal: ajustes em benefícios
  • Bradesco com o cartão Aeternum: removeu LoungeKey e manteve apenas Dragon Pass

Esse último caso foi simbólico.

O Aeternum era considerado um dos cartões mais completos do Brasil — e mesmo assim sofreu cortes.

👉 Isso acendeu um alerta no mercado.


⚠️ O verdadeiro divisor de águas

O caso do Aeternum do Bradesco é, talvez, o maior sinal de mudança estrutural.

Um cartão:

  • Com anuidade alta
  • Voltado para alta renda
  • Extremamente desejado

Mesmo assim, sofreu redução de benefícios.

Isso mostra que o problema não é pontual.

É estrutural.


🏦 Bancos estão pagando a conta (e não querem mais)

Existe um ponto que muita gente não percebe:

👉 Quem banca o acesso às salas VIP não são as bandeiras.

São os bancos.

Cada acesso utilizado representa custo direto.

E com o aumento massivo de uso, isso virou um problema financeiro real.


🔒 O futuro: exclusividade extrema

Se olharmos para fora do Brasil, já conseguimos ver o futuro.

Cartões como:

  • World Elite de nível superior
  • American Express Centurion
  • Visa Privilege

Esses sim continuarão oferecendo acesso ilimitado.

Mas com uma condição:

💰 Anuidades altíssimas e critérios extremamente restritivos


🍷 Salas VIP exclusivas: a nova tendência

Outra mudança importante já está acontecendo:

👉 Salas VIP exclusivas para determinados cartões

Exemplos incluem experiências como:

  • “Taste of Priceless” da Mastercard
  • Salas exclusivas para clientes ultra premium
  • Acessos restritos por convite ou nível de relacionamento

Isso cria uma nova camada de exclusividade — e separa ainda mais os perfis de clientes.


📊 O fim do “ilimitado acessível”

O cenário mais provável é este:

  • Cartões de entrada premium: acessos limitados
  • Cartões intermediários: exigência de gasto
  • Cartões ultra premium: acesso ilimitado

Ou seja:

👉 O “ilimitado barato” vai desaparecer


🤔 Reflexão final

O mercado de cartões está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda.

O que antes era abundante, hoje está sendo restringido.

O que era ilimitado, está sendo controlado.

E o que era acessível, está voltando a ser exclusivo.

A pergunta não é mais se os acessos ilimitados vão acabar.

Mas sim:

👉 quando eles vão deixar de existir para a maioria das pessoas

Se você tem um cartão com esse benefício hoje, aproveite.

Porque tudo indica que estamos vivendo os últimos momentos dessa “era de ouro” das salas VIP.


🏷️ Tags

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