A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforça o alerta à população sobre a importância do combate e da prevenção ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Este período do ano exige atenção redobrada, pois reúne condições climáticas favoráveis à proliferação do inseto.
De acordo com a gerente de Vigilância Ambiental da SMS, Juliana Trigo, os meses mais quentes e chuvosos são os mais propícios para o aumento da população do mosquito. “A combinação de calor e chuvas frequentes contribui diretamente para o surgimento de criadouros, já que a água parada é essencial para a deposição dos ovos. Além disso, as altas temperaturas aceleram o ciclo de vida do Aedes aegypti, fazendo com que ele se reproduza de forma mais rápida”, explica.
Juliana também chama a atenção para a capacidade de adaptação do mosquito aos ambientes urbanos, utilizando recipientes artificiais com água limpa, muitas vezes dentro das próprias residências. Por isso, a participação da população nas ações de combate se faz fundamental para interromper o ciclo de reprodução do mosquito e reduzir o risco de transmissão das doenças.
“Os cuidados para evitar a reprodução do mosquito são simples, porém precisam ser adotados de forma contínua por toda a população. As orientações são velhas conhecidas de todo mundo, mas precisam ser sempre reforçadas, como eliminar água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas e lajes; manter caixas-d’água, tonéis e cisternas sempre bem tampados; colocar areia até a borda dos pratos de plantas; limpar ralos, bandejas de ar-condicionado e de geladeira com frequência; descartar corretamente o lixo e manter lixeiras bem fechadas; trocar diariamente a água de bebedouros de animais”, destaca a gerente.
Ações – Além do trabalho preventivo junto à população, as equipes da Vigilância Ambiental realizam visitas domiciliares diariamente em diferentes bairros da cidade. Nos locais onde é identificado maior índice de oviposição por meio das ovitrampas, são intensificadas as ações, como o arrastão, com eliminação de criadouros e orientação direta aos moradores.
“O combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade coletiva e a participação da comunidade é essencial para manter a cidade protegida e evitar surtos de doenças”, conclui Juliana Trigo.
Serviço – Em casos de sintomas de arboviroses, o paciente deve se dirigir a sua unidade de saúde da família (USF) de referência. Se os sintomas são mais agudos, pode procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o Hospital Municipal do Valentina (HMV), no caso de crianças.
Mosquito – O Aedes aegypti tem em média 0,5 cm de comprimento e prefere o ambiente úmido para colocar seus ovos, que podem sobreviver até 450 dias nesse local. Bastam alguns milímetros de água para eles eclodirem e, em uma semana, transformarem-se em mosquitos adultos. O ciclo de vida do mosquito é de 35 dias, mas o número de pessoas que ele pode infectar é ilimitado.